O Dia Internacional da Mulher,
celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das
mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a
entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações
marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar
um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX,
nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por
melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos
países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente
recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na
atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu
parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e
comercial.
Em
1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em
dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações
Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das
mulheres.
Fonte: Wikipédia
TEXTO REFLEXIVO
Mamãe não trabalha
( por Hália P. de Souza)
Era uma vez uma mulher que perdeu seu nome de batismo, ou melhor, trocou-o por outro muito usado: o de Mãe.
Sendo mãe, tornou-e uma pessoa essencialmente chata. A maior cobradora da paróquia: faça isso, faça aquilo...
O relógio toca. Começa a batalha.
-Vamos acordar, pessoal!
Corre. Ligar a água para café. O leite também (quando tem).
-Vamos, crianças, vistam o uniforme.
O pai já está no banho.
-Rápido. Tem aula.
Coa o café. Serve a mesa.
-Vamos, pessoal. Olhe a hora. Comam todo pão. Escovem os dentes. Pronto. O marido foi para o trabalho e os filhos para a escola. Trocou de roupa, tirou a mesa, limpou a louça do café. Arrumou as camas. Varreu a casa. Retirou o pó dos móveis. Chegou o verdureiro. Feitas as compras, corre ao açougue. Aproveita a saída e passa pelo banco e paga as contas de água e luz.
Volta correndo. Faz o almoço. Olha o relógio. Está na hora do marido e das crianças chegarem.
Chegaram. Serve o almoço.
-Menino, não belisque sua irmã!
O pai pede que lave seu macacão. Conta que hoje o trabalho melhorou um pouco, mas é para cuidar das despesas. Breve repouso e volta ao serviço.
A mãe lava a louça do almoço. A filha seca os pratos e o filho os talheres e se manda para o quintal. O cahorro aparece com os pêlos da cauda bem aparados.
-Esse menino! Foi por isso que ele pegou a tesoura...
-Crianças, façam a lição.
-Sim, claro, arranjar figuras para tarefa de Geografia. Costurar a barraca da calça do menino. Pregar botão na blusa da menina.
-Mãe, amanhã é aniversário da professora. Tenho que levar um bolo.
Pronto. O bolo está no forno. Enquanto assa, lava o macacão.
-Vamos ao dentista. Cuidado ao atravessar a rua.
Passam na panificadora. Voltam para casa.
-Tomam banho!
Providenciar o jantar.
-Não gosta de ovo? Tem que comer. Faz bem para a saúde. Fiquem quietos. Deixem o pai assistir ao noticiário sossegado. Ele está cansado. Trabalhou o dia todo.
-Vão para o banho! Já arrumaram o material para a aula de amanhã?
Mas que turma! Desde que chegamos do dentista estou dizendo pra irem pro banho.
Todos deitados. Verificação total da casa. Deixar mesa arrumada para o café matinal.
-Ora veja! O menino esqueceu de guardar um caderno.
Abriu-o. Deu uma olhada na lição. Ele preencheu uma página com dados pessoais: seu nome completo, data de nascimento, local, e também dados familiares. Profissão do pai: mecânico. Profissão da mãe: não faz nada, só fica em casa...
Fonte: REFLEXÃO E AÇÃO, 5ª série, Marilda Prates, Ed. do Brasil, São Paulo, 1984, p. 35.

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